Falta de valorização do movimento popular

Falta de valorização do movimento popular

A Câmara Municipal da Serra demonstra, mais uma vez, a falta de valorização do movimento popular. Na solenidade realizada hoje, 26/12/2025, em que lideranças comunitárias irão receber homenagens, a FAMS foi simplesmente esquecida.

Causa ainda mais estranheza que essa exclusão tenha ocorrido sob a responsabilidade do presidente da Câmara e de seus assessores — sendo que alguns deles, inclusive, fazem parte da diretoria da própria FAMS.

O que fica evidente é que o movimento popular vem sendo sistematicamente esquecido nos espaços de decisão, talvez por ser composto por pessoas simples, do povo, que vivem a realidade das comunidades. Para alguns detentores do poder, o movimento popular não teria legitimidade para ocupar esses espaços e participar das decisões que impactam diretamente a vida da população.

Essa falta de valorização não pode ser tratada como algo normal pelas lideranças comunitárias. Quando isso acontece, afeta diretamente o trabalho nas comunidades, pois transmite a mensagem de que o movimento comunitário pode ser atropelado, desrespeitado e tratado de qualquer maneira.

Isso nos leva a uma reflexão necessária: o que faz uma pessoa ser valorizada?

É o título que ela carrega? A marca que ela usa? A casa onde mora?

Ou a pessoa vale apenas pelo que tem?

O movimento popular é feito de gente simples, mas de enorme valor humano, social e político. Somos a base, somos história, somos luta e participação ativa nas comunidades. Esquecer um movimento que constrói, articula e fortalece as lideranças é desrespeitar toda uma trajetória coletiva.

O movimento popular precisa ser reconhecido e, acima de tudo, respeitado.